Muitas pessoas ainda tem uma certa dúvida sobre esse assunto um tanto desagradável, mas que chama muito a atenção.

Vou começar pela ordem jovem da maçonaria, chamada DeMolay, parameninos de idade entre 13 e 21 anos. Esta ordem da maçonaria, prepara os jovens segundo a formação maçônica, no sentido de formar grandes líderes e futuros maçons comprometidos com seus ideais e seguidores de suas doutrinas, leis e ideias. Na maioria das vezes o jovem para fazer parte desta ordem precisa ser convidado por alguém que já faça parte da maçonaria.
Espalhada pelo mundo todo, a ordem DeMolay se subdivide em Capítulos, que nada mais são do que grupos distintos, subordinados a um supremo conselho, que se reúnem quinzenalmente. Cada Capítulo é patrocinado por um grupo reconhecido de maçons e assistido por um conselho consultivo.
Dizem os maçons, que o verdadeiro coração da ordem DeMolay é seu ritual, excelente meio de eliminar qualquer sentimento juvenil de inutilidade, dando ao jovem a certeza de ser alguém.

As Meninas fazem parte da ordem das Filhas de Jó. E para se tornar um membro desta outra ordem jovem da maçonaria, é necessário ser uma jovem, com idade 11 a 20 anos incompletos (19 anos), ter parentesco maçônico, podendo ser: filha, neta, sobrinha, afilhada de um maçom regular.

     Vejamos agora o brasão da ordem DeMolay e a sua explicação:

Cada parte do brasão DeMolay possui um significado particular para um membro da Ordem DeMolay.
O ELMO é emblemático da nobreza, sem a qual não haveria o caráter.
A LUA CRESCENTE é um sinal de segredo e serve para relembrar os DeMolays do seu dever de jamais revelar os segredos da Ordem ou trair a confiança de um amigo.
A CRUZ BRANCA DE CINCO BRAÇOS simboliza a pureza de intenções e o lema da Ordem - “Nenhum DeMolay fracassa como cidadão, como um líder ou como um homem”.
AS ESPADAS CRUZADAS denotam Justiça, Força e Cortesia. Elas simbolizam a incessante guerra do DeMolay contra a arrogância, despotismo e intolerância.
AS ESTRELAS em torno do crescente são simbólicas da esperança e sempre nos relembra das obrigações que um Irmão da Ordem tem para com o outro.

Bem amigos, depois desta breve explicação acima a respeito destas ordens jovens da maçonaria e dos elementos contidos no seu brasão, podemos perceber claramente que os jovens que fazem parte desta ordem maçônica estão comprometidos com os ideais da maçonaria, em outras palavras, aprendem desde cedo a defenderem a maçonaria e se oporem a todos ou a tudo que se manifeste contrariamente a maçonaria,  inclusive muitos destes jovens, não concordam com a doutrina da nossa abençoada Igreja Católica Apostólica Romana, que já se pronunciou proibindo a participação de católicos nas associações maçônicas. 
Sendo assim, estes jovens se infiltram em movimentos, grupos, comunidades e demais segmentos católicos, acostumando a idéia entre os católicos, de que a maçonaria e o catolicismo estão em perfeita harmonia, e que não existe impedimentos de um maçônico ser católico e vice-versa, o que é uma mentira muito grave, como vocês podem ler abaixo neste documento da Igreja Católica Apostólica Romana.

”A Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proíba que o fiel se associe a uma loja maçônica.”

Com todo respeito que devemos ter a cada pessoa, em face à sua opção, devemos contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica “pecado grave”, já  que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreta imposto aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativos a Deus e aos sacramentos, principalmente.

A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi firmada pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II.

Esta é a Declaração da Congregação para a Doutrina da fé, que vem assinada pelo seu prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa BentoXVI -  e pelo Fr. Jérome Hamer, Secretário:

“Tem-se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas. Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas, estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.

Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73,1981, pp 240s).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, definida em reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua ordenação.” Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.

É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que “estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”. Isto é muito sério para os católicos. E é a palavra oficial da Igreja sobre a questão!

D. Estêvão, de reconhecida seriedade e competência, teólogo renomado; afirma: “A Maçonaria professa a concepção de Deus dita ‘deísta’, ou seja, a que a razão natural pode atingir, admite ‘a religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada qual as suas opiniões particulares’. Esta noção de Deus e de Religião é vaga e não condiz com a pensamento cristão, que reconhece Jesus Cristo e as grandes verdades por Ele reveladas”.

Além diso, tanto a Maçonaria Regular com a Irregular têm seu processo de iniciação secreta. Propõem o aperfeiçoamento ético do homem através da revelação de doutrinas reservadas a poucos e recebidas dos “grandes iniciados” do passado – entre os quais alguns maçons colocam o próprio Jesus Cristo. Celebram também ritos de índole “secreta ou esotérica”, que vão sendo manifestados e aplicados aos membros novatos à medida que progridem nos graus de iniciação. Ora tal processo de formação contrasta com que o Cristianismo professa: este não conhece verdades nem ritos reservados a poucos; nada tem de oculto ou esotérico”.

Outra razão muito séria que D. Estêvão levanta, para mostrar ao católico que não se faça maçom, é esta:

“Ademais, quem se filia a uma sociedade secreta, não pode prever o que lhe acontecerá, o que se lhe pedirá ou imporá; não sabe se lhe será fácil guardar sua liberdade de opções pessoais. Embora tencione manter fidelidade a seus princípios íntimos, pode -se ver em encruzilhadas constrangedoras”.

Quem desejar compreender melhor as razões pelas quais a Igreja, como Mãe cautelosa, proíbe os seus filhos de se associarem às lojas maçônicas, poderá ler o libro do Bispo de Novo Hamburgo, D. Boaventura Kloppenburg,Igreja & Maçonaria, Ed. Vozes, 2a. Edição, 1995, ou ainda o livro do Bispo Emérito de Brasília, D. João Evangelista Martins Terra, com o mesmo título, da Editora Santuário Aparecida, SP. (PR n.386/1994, pp.323-327).

         Professor Felipe Aquino.

         Livro: Falsas doutrinas, seitas e religiões/ Entrai pela porta Estreita


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